A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou, em segunda discussão, nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, o Projeto de Lei 1.093/23. A proposta, que tem a deputada estadual Tia Ju (REP-RJ), segue para sanção ou veto do Governo do Estado, que tem prazo de até 15 dias úteis.
O texto fixa multa mínima de R$ 500 e máxima de R$ 500 mil, conforme a gravidade da infração, levando em conta despesas com serviços públicos acionados, custos operacionais de atendimento, utilização de pessoal e materiais, além das despesas com acolhimento da vítima. Em caso de reincidência, o valor será dobrado.
A medida complementa a Lei 7.538/17, que já previa a aplicação de medidas coercitivas administrativas ao agressor, mas não estabelecia valores específicos para as penalidades, o que dificultava sua efetividade. Com a nova regra, o Estado passa a contar com parâmetros claros para responsabilização financeira dos autores de violência doméstica e familiar.
Segundo dados oficiais do Estado, foram registrados mais de *71 mil casos de violência contra mulheres no Rio de Janeiro entre janeiro e novembro de 2025, com aumento no número de processos e prisões relacionadas à violência de gênero em comparação com 2024. Foram contabilizadas **68.743 sentenças relacionadas à violência contra a mulher* no mesmo período, e mais de *4.700 prisões de agressores* — reflexo tanto da gravidade quanto da necessidade de políticas públicas intensificadas nessa área.
Procuradora da Mulher da Alerj e reconhecida pela atuação permanente em defesa dos direitos das mulheres, Tia Ju destacou que o projeto fortalece a rede de proteção e amplia os instrumentos de enfrentamento à violência de gênero.
“Não podemos aceitar que a violência contra a mulher continue sendo tratada com brandura. Quem agride precisa ser responsabilizado também no bolso. Essa multa é uma resposta concreta do Estado e um recado claro de que a violência tem consequência”, afirmou a parlamentar.
Ao longo do mandato, Tia Ju tem priorizado políticas públicas de proteção, acolhimento e prevenção, além do fortalecimento de delegacias especializadas, campanhas educativas e iniciativas legislativas voltadas à segurança e autonomia feminina. Segundo a deputada, a nova lei representa mais um passo nessa trajetória.
“Meu mandato é pautado pela defesa da vida das mulheres. Como Procuradora da Mulher, acompanho de perto histórias de dor que poderiam ser evitadas. Vou dialogar com o governador e fazer todos os esforços para que essa sanção aconteça o quanto antes. Cada dia de espera pode significar mais uma vítima”, completou.
A expectativa é que, com a sanção, a norma entre em vigor rapidamente, ampliando a capacidade do poder público de coibir agressores, reparar custos gerados ao Estado e reforçar a mensagem de tolerância zero à violência contra a mulher.

More Stories
Agesner Monteiro celebra expansão do Caminho dos Devotos com inauguração de sete novas imagens religiosas em Regente Feijó
Dra. Fernanda Borges se consolida como referência em estética orofacial
Como Dr. Keylon Lucarelli construiu uma carreira de excelência na medicina